CASO A CASO

As Missões Carmelitas apoiam projectos missionários em diferentes países do mundo. Nesta secção vamos apresentando necessidades muito concretas, para as quais solicitamos a sua colaboração. À medida que nos for ajudando, se assim o desejar, vamos somando as quantias recebidas e, quando reunirmos o montante necessário, enviá-lo-emos para o respectivo país e missão, onde se aplicará na resolução de cada caso. 

BURUNDI
COMUNIDADE CARMELITA DE BUJUMBURA
Casas do povo Batwa II.jpg
EL SALVADOR
COLÉGIO CARMELITA MADRE TERESA MARGARITA SANCHEZ
Galeria_ElSalvador4.jpg
Quem realiza o projecto? 

O projecto é realizado pelos Carmelitas Descalços da comunidade de Bujumbura, uma das cinco comunidades carmelitas do Vicariato Regional do Burundi e Ruanda.

No Burundi existem três comunidades formadas por Carmelitas nativos do Burundi, do Ruanda e por missionários polacos: uma em Musongati (paróquia), outra em Gitega (casa de formação e centro de espiritualidade) e outra em Bujumbura (casa de formação).

Cada comunidade desenvolve várias iniciativas e projectos sociais.

Quem realiza o projecto? 

As Irmãs Carmelitas de São José, que estão em Ciudad Barrios (El Salvador) desde 1971, dedicando-se sobretudo 

à educação de crianças e jovens, segundo o carisma da sua fundadora, a Serva de Deus Madre Clara Maria de Jesus. 

Quando começou o projecto?

O projecto começou no início do ano de 2019 com a ajuda de um sacerdote alemão que, em visita ao Burundi, ficou chocado com as condições de vida do povo Batwa (pigmeus) e enviou o primeiro financiamento para iniciar este projecto.

Quando começou o projecto?

Em 2017, as irmãs iniciaram a construção deste Colégio que abriu com o primeiro ciclo do ensino básico (do 1º ao 4º ano). Neste momento o Colégio tem 80 alunos, do 1º ao 6º ano. 

Que se pretende realizar? 

Construção de casas dignas, escolarização (construção de escolas equipadas com quadros e bancos) e fornecimento de material escolar para as crianças, auto-suficiência alimentar com o aluguer de terrenos de cultivo para as mulheres que recebem formação agrícola, por forma a melhorar as condições de vida miseráveis do povo Batwa, uma minoria étnica marginalizada pela sociedade.

Com a ajuda já enviada, as famílias pobres seleccionadas estão a trabalhar na preparação do terreno onde serão construídas as suas casas, na fabricação dos adobes (são necessários 1400 por casa) para levantar as paredes e os carpinteiros locais estão a preparar as portas e as janelas que depois serão montadas nas casas, juntamente com as chapas para os telhados que foram adquiridas. Até ao final do ano serão construídas 55 casas, sendo que o custo por casa ronda os 550 euros.

Que se pretende realizar?

Para poder oferecer às crianças a continuidade dos estudos nos 7º, 8º e 9º anos (terceiro ciclo), as irmãs elaboraram um projecto de ampliação do colégio, que inclui a construção de três salas de aula, duas casas de banho e um muro de contenção no terreno de construção. A estrutura do tecto ficará preparada para, no futuro, se poder construir um novo piso com um salão polivalente para a realização de diferentes actividades com os alunos e as suas famílias. 

Com a ajuda enviada, as irmãs puderam iniciar a construção desta ampliação do colégio, como pode ser visto nas fotos da galeria.

Informação relevante 

A população do Burundi é constituída por três grupos étnicos. O grupo étnico Utu representa mais de 90%, o Tutsi cerca de 9% e o grupo étnico Batwa menos de 1% da população total do país.

Os Batwa, sendo pessoas de baixa estatura e culturalmente nómadas, têm estado afastados da vida do país. A maior parte deles vive miseravelmente e em promiscuidade, praticando a endogamia. Excluídos dos outros grupos étnicos, os Batwa vivem em extrema pobreza. Na mentalidade popular circulam uma série de maledicências sobre eles, sendo considerados preguiçosos, ladrões e assassinos.

Normalmente, as pessoas de outros grupos étnicos não se atrevem a aproximar-se deles, sendo discriminados em todos os domínios: educação, emprego, cuidados de saúde, etc. Vivem em condições que ferem a consciência da dignidade humana em termos de alimentação, habitat, higiene, roupa e educação.  E ainda pior, eles próprios assumiram esta inferioridade social como sendo normal.

Informação relevante

Estas crianças e jovens vivem num ambiente social de extrema vulnerabilidade, devido à acção de quadrilhas muito violentas que aliciam as crianças na escola pública, entre os 10 e os 12 anos, para integrarem esses grupos. As irmãs pretendem oferecer esta alternativa educativa para evitar os elevados riscos que correm estas crianças. 

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